Ilustrar o tamanho do problema, os
britânicos construíram um homem de lixo eletrônico de sete metros de
altura, feito com toda a sucata digital gerada por um britânico médio em
sua vida, estimada em 3,3 toneladas. O resultado é um boneco gigante,
composto de eletrodomésticos, computadores, celulares, impressoras,
videogames, entre outros cacarecos digitais.
Lixo Eletrônico
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Reciclagem
No
Estado de São Paulo está em vigor desde 06/07/2009 a Lei 13.576/09 que institui
normas para a RECICLAGEM, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico.
Todos fabricantes, importadores e comerciantes desses produtos com atuação no
Estado de São Paulo, terão que recolher, reciclar ou reutilizar, total ou
parcialmente, o material descartado pelos consumidores. Se o reaproveitamento
não for possível, esse lixo deverá ser neutralizado.
A ONU calcula que são descartados anualmente
50 milhões de toneladas o lixo tecnológico no mundo.O
Brasil comercializa em média mais de 12 milhões de computadores por ano e,
conforme dados do Comitê de
Democratização da Informática - C D I (veja o vídeo),
mais de 1 milhão desses aparelhos são descartados anualmente. Em 2008 foram
vendidos 11 milhões de televisores e 82% dos brasileiros possuem telefones
celulares, conforme a Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL.
São produtos com vida média de três a cinco anos e depois viram lixo. Os
metais neles empregados, em geral tóxicos, precisam em média de 500 anos para
serem absorvidos pela natureza, conforme a Secretaria do Meio Ambiente.
Apesar da
gravidade do problema, o Brasil espera desde 1991 pela aprovação da Política
Nacional de Resíduos Sólidos, atualmente parada no Congresso
Nacional. A única “norma” sobre o recolhimento de material eletrônico no País
era a Resolução 257/99 do
Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.
Essa Resolução determina que fabricantes ou importadores de pilhas e
baterias são responsáveis pelo gerenciamento desses produtos que contém metais
tóxicos que contaminam lençóis freáticos.
Apesar da Resolução, apenas 1% dos 1,2 bilhão de pilhas consumidas no Brasil tem destino adequadamente controlado (ambientalmente correto). Para maiores e melhores Informações acesse o Programa Coleta Seletiva Solidária.
Apesar da Resolução, apenas 1% dos 1,2 bilhão de pilhas consumidas no Brasil tem destino adequadamente controlado (ambientalmente correto). Para maiores e melhores Informações acesse o Programa Coleta Seletiva Solidária.
Segundo a ABINEE, entidade de classe
da indústria de eletroeletrônico em 2008 o setor faturou R$ 123,1 bilhões, 10%
superior que 2007. É um setor que cresce de maneira acentuada e que, portanto,
pode e deve investir em favor do meio ambiente. Na realidade deve investir no Meio
Ambiente não porque cresce rápido, mas porque explora atividade econômica e
retira e transforma matéria-prima do Meio Ambiente.
A Lei 13.576/09
exige que a população seja informada sobre os riscos do produto que
está comprando. Rótulos e embalagens devem conter o detalhamento da presença de
metais pesados e substâncias tóxicas na composição do material fabricado e
também o endereço e o telefone dos postos de descarte, que se não existem devem
ser criados com a maior urgência.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Lixo eletrônico
Quando
falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles
incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e
corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos
referindo.
Os
resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são os vilões do momento. Eles nada mais
são do que artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como
computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros.
São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como
geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem
poluir o planeta.
Quando
você troca seu equipamento eletroeletrônico, saiba que ele poderá prejudicar o
meio ambiente. Estes equipamentos são produzidos com substâncias nocivas, e uma
vez descartados de forma incorreta em locais pouco apropriados como lixões e
perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores.
Números
que impressionam
Para
se ter uma ideia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo
produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são
jogadas fora todos os anos pela população do mundo.
O
Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de
1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica
continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores
existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.
Deste
total, 40% se encontram na forma de eletrodomésticos. Aqui no Brasil são
fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo
reciclado. Apenas de celulares e as baterias que são fabricadas através de
componentes tóxicos, são 150 milhões.
Entrarão
no mercado anualmente mais 80 milhões de celulares, mas somente 2% serão
descartados de forma correta. Os outros 98% serão simplesmente guardados em
casa ou despejados no lixo comum, criando ainda mais impacto ambiental.
Assinar:
Postagens (Atom)

